Nós estudantes temos muita
dificuldade em permanecer na
Universidade. Justamente por
estarmos em um período de
formação não temos o tempo
necessário para trabalhar e, ao
mesmo tempo, nos dedicar o
quanto gostaríamos aos estudos,
q u a n d o , m e s m o a s s i m ,
procuramos um trabalho somos
jogados para fazer os piores sendo
mal remunerados.
Garantir educação de qualidade
é mais do que ter professores em
sala de aula, precisamos de
condições materiais para estudar e nos transformarmos em
bons profissionais. Condições pra estudar significa bolsas de
estágio com remunerações dígnas, alimentação digna, espaço
decente pra morar, especialmente para quem vem do interio
etc.
Aqui na UFBA as residëncias são insuficientes para a
demanda (não há nenhuma previsão de aumento significativo
com o aumento das vagas) e extremamente precárias. Faltam
recúrsos mínimos como material didádico, computadores; a
alimentação não é de qualidade, não há acompanhamento de
rotina e preventivo de profissionais da PROAE, apenas de
caráter emergencial. O transporte inter-campi é outra
promessa esquecida pela reitoria.
Uma pesquisa realizada em 2003-2004 pelo Fonaprace
(Fórum Nacional de Pro-reitores de Assuntos Comunitários e
Estudantis), órgão do próprio governo federal, constatou que
43% dos estudantes possuem baixa renda e necessitam de
assistência estudantil; 42,9% precisam de moradia por serem
migrantes ou já estarem vivendo separados de suas famílias (as
residências universitárias atendem apenas 2,4% desses
estudantes);24,7% necessitam de restaurante universitário
(RU) para estudar; 35,4% exercem atividades não acadêmicas
remuneradas para se sustentar, existem bolsas para menos de
20% dos estudantes, sendo que os estudantes que menos
precisam de remuneração ocupam a maior parte das bolsas;
36,9% apresentam necessidades significativas ou crise
emocional no último ano do curso e 39,5% no início; mais de
60% usam ônibus para chegar ao seu local de estudos e por
último 47% dos estudantes desistem do curso pela falta de
assistência.
Este estudo só comprova a validade de nossa luta, o
ponto de partida do problema da assistência estudantil é
político. O governo federal e as reitorias sabem que ele existe só
que o encaram como um gasto. Para nós assistência estudantil
é um investimento fundamental na garantia da permanência do
estudante e de uma formação com qualidade.
Defendemos:
-Bolsas de ensino, pesquisa e extensão para todos!
-Abertura imediata do Restaurante Universitário!
sexta-feira, 16 de abril de 2010
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